SAÚDE DAS EDIFICAÇÕES

SÍNDROME DO EDIFÍCIO ENFERMO

Segundo a OMS,  a “síndrome do edificio enfermo”  é uma condição onde indivíduos adoecem, sem razão aparente, ao habitar ou trabalhar num determinado edifício, sendo que os sintomas são agravados com o aumento da permanência no mesmo, levando a uma diminuição da capacidade de trabalho e perda da produtividade. Isto se dá em ambientes com reduzida taxa de renovação de ar onde são encontrados poluentes químicos ( CO, CO2, compostos orgânicos voláteis, formaldeídos produzidos a partir de materiais de construção, fotocopiadoras, metabolismo humano) e biológicos (fungos, algas, protozoários, algas, bactérias). (1)
Implantação, orinetação solar, iluminação e  ventilação inadequadas, fontes internas e externas de ruídos, materiais tóxicos e radioativos, poluição elétrica e eletromagnética são também alguns dos fatores que influenciam o meio e podem afetar direta ou indiretamente a saúde das pessoas que trabalham ou habitam nestas edificações. Estudos de geobioologia  (2 )apontam que a presença de falhas geológicas, veios d’água ou ainda tubulações elétricas mal isoladas geram perturbações eletromagnéticas que afetam o funcionamento celular e, na exposição diária e prolongada, acabam levando a uma situação de stress, irritabilidade e depressão do sistema imunológico, o que acaba por predispor os indivíduos a doenças.
Aberturas bem localizadas e dimensionadas, que propiciem uma  renovação de ar adequada, assim como a incidência solar também representam fatores importantes na manutenção da saúde; ambientes bem ventilados permitem a remoção de toxinas que o corpo elimina  e a luz dos sol, além de propiciar iluminação natural e estímulo psicológico, tem ação bactericida. Da mesma forma, os materiais que compõem a construção devem ser livres de toxicidade, e devem ter aptidões higroscópicas, evitando condensações e permitindo que as paredes “respirem”. (2 )

 Fontes:
(1) [S.a] - Qualidade do ar em Estabelecimentos de uso Público e Coletivo - disponível em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/qualidadedoAr.asp. Acesso em 26/02/2010.
(2) BUENO, M. - O Grande Livro da Casa Saudável. São Paulo: Roca, 1995.